p a l a v r a s - p a r a - p i n g e n t e s
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23 de junho de 2010

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(o desenho há-de chegar... chegou) Margarida Julho 2010
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Santos populares

Qual o santo popular
Que tua terra festeja?
Estas festas de arrasar,
Há também quem as não veja!

Na cidade onde nasci
Dois santos são aplaudidos
Um é Pedro, outro António
Tornam o dia comprido

No Porto, que é onde vivo,
Festeja-se o S. João
Correm-se as ruas a pé
De martelinho na mão

Para que serve o martelinho
Que pelas ruas passeia?
Em Braga e terras do Minho
A cabeça despenteia
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"Cada terra com seu uso,
cada roca com seu fuso”
É um dito popular
Que não caiu em desuso

Em muitos dos povoados
Há danças e romaria
Enquanto que noutros lados
Comer é uma alegria
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E as marchas populares,
O aroma a manjerico,
A boa sardinha assada,
A sangria, o bailarico?

Até nas ilhas há festas.
Na madeira logo três!
Nos açores são mais que muitos,
Os três grandes de uma vez.

Chamam-lhe as sanjoaninas
Fazem um grande festão
Festejam uma semana,
Rija a comemoração.

13 de maio de 2010

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Margarida 6 anos - Páscoa 2010
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Cheguei a casa e deparei-me com este minucioso trabalho. Babei! (para variar)
Elogiei-a! Pedi-lhe para não estragar pois gostaria de tirar fotos. Assim fez!
No dia seguinte (sábado) levei-a comigo para o local de trabalho. No carro, fiz-lhe uma proposta! - Que achas se eu fizer um poema para os teus bonecos?
Resposta (pronta) - Eu já fiz um! E pegou num caderno que geralmente a acompanha.
Eu conduzia... reparei que pegou no caderno, o abriu...
Começou a ler-me o poema que dizia ter escrito... e leu-o assim, do princípio ao fim!
Ainda no caminho, perguntou-me se eu acreditava que ela tinha escrito o poema! Hum???
Eu ouvi-a ler!
Riu e disse - ó mãe, tu achas que eu escrevi aquele poema? ora vê se eu tenho aquele poema neste caderno!
- mas eu ouvi-te ler!
- eu inventei agora aquele poema, mãe, não o escrevi!
- ai não? e achas que vais recordar-te dele outra vez?
- claro!
O tempo foi passando e os bonecos lá ficaram até que houvesse tempo para as fotos.
Esse dia chegou! Montámos o cenário e lá fomos fazendo fotos, respeitando o poema.
- bom tenho tudo pronto, só falta o poema. que tal escrevê-lo à mão?
- ena, mãe, são tantos cestos!
Foi difícil? Foi, mas ela lá meteu mãos à obra e escreveu... tim-tim por tim-tim o que tinha "lido" no carro.
- e título, margarida? (ingenuamente pensei que ela diria "o coelho")
- já sei e zás... (escreveu-o) é a meio da folha que se escreve o título, mãe!
- muito bem!

E não é que o coelho teve mesmo sorte! Aqui está ele!

Resta-me esperar que gostem!
Obrigada


Beijos a todos
mãe e filha


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13 de novembro de 2009

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Margarida Abril 09


Eu quero fazer-te uma promessa

daquelas que sei que vou cumprir.

Olha bem nos meus olhos para que o diga,
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eternamente te vou amar e por ti meus dias colorir.


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7 de setembro de 2009

Um postal em poesia

.......................................................... Filipa (7 anos)


Tão doce esta bailarina,
em salto faz a espargata.
É ainda pequenina,
tem ginástica de gata.

Terá exame em breve,
anda assim, muito nervosa.
Mas ela dança ao de leve,
bonita e graciosa.

Vai passar, tenho a certeza,
nesta prova de ballet.
Rodopia com leveza,
reconhece quem a vê!

Esqueci-me de dizer
que Filipa é o sua graça.
Nunca a vou esquecer,
espero que um desenho faça.

Adorei sua ternura
com a pequena Diana.
Tanto mimos e candura
que de seus olhos emana.

E a minha poesia
disse-me gostar de ouvir.
Verei a bela magia,
dos seus dedos vai sair.

Enviei-lhe um postal
a pedir-lhe o tal desenho.
Entende este meu sinal,
no carinho que te tenho!

Deitou-se em cima do urso,
peluche do seu tamanho.
Encontrou um bom recurso
para o sonito já ganho.

A noite já era longa,
não queria ir para a cama.
Este encontro se prolonga
e os seus Pais tanto ama.

Pois Filipa, minha amiga,
tudo isto é para ti.
Canta-me uma cantiga,
o desenho vem para aqui.

Obrigada de antemão,
sem o ver já dele gosto.
Feito pela tua mão,
neste blog será posto.

Boa sorte para o exame,
que farás toda catita.
No teu frufru sem arame,
vais ficar muito bonita.

Uma beijoca na face
para ti e tua irmã.
Dou-te o sapo cor de alface.
Vamos ver-nos amanhã?


(Abril 2009)

Este é primeiro poema que aqui apresento ilustrado por uma amiguinha, a Filipa! 
Ofereci-lho e pedi-lhe um desenho para o acompanhar.
Aqui o publico com o carinho que lhe tenho.
Um abraço meu e outro da Margarida.
Luísa
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3 de setembro de 2009

“Digo-te que foi o teu melhor dia de anos”

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Margarida: Tenho uma prenda para ti!
Mãe: Que bom... mostra!
Ela: Fecha os olhos e dá-me a tua, mãe! Anda!
Eu: (acompanhei-a)
Ela: Não abras!
Eu: Não... eu não abro!
Ela: Já podes abrir!
Eu: Que lindos, Margarida! E são logo dois!
Ela: Pois...
Eu: Então explica-mos.
Ela: Este é o mundo, a tua casa e a minha casa. É o mundo para ti, Mãe!
Eu: Então vamos viver muito perto?!
Ela: Vamos... claro!



........................................................... Margarida 2 de Setembro 2009
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Eu: E este?
Ela: Este é uma montanha com gira... (emendou) com flores e moinhos de vento. Estas são as flores e estes são os moinhos. As flores são para ti!
Eu: Posso pôr no blog?
Ela: São mesmo para o blog!
Eu: Só posso colocar amanhã, está bem?
Ela: Sim.
Eu: Então amanhã faço o scanner e publico!
Ela: E tu não tens uma prenda para mim? Olha que eu vou para o 1º ano!
Eu: Eheheh... tenho! Tenho um beijinho!
Ela: (desapontada mas sorridente, enlaça-me com as pernas e os braços num terno abraço) eheheh



.................................................. Margarida 2 de Setembro 2009

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(e, quase no final do dia, dando-me um beijo no ombro, disse-me:)
Ela: Digo-te que foi o teu melhor dia de anos!
Eu: (fiquei sem palavras perante o seu ar e atitude maternal, como que a querer animar-me e afagar-me as tristezas. foi ela que me deu colo!)


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