p a l a v r a s - p a r a - p i n g e n t e s
.
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13 de novembro de 2009

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Margarida Abril 09


Eu quero fazer-te uma promessa

daquelas que sei que vou cumprir.

Olha bem nos meus olhos para que o diga,
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eternamente te vou amar e por ti meus dias colorir.


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7 de setembro de 2009

Um postal em poesia

.......................................................... Filipa (7 anos)


Tão doce esta bailarina,
em salto faz a espargata.
É ainda pequenina,
tem ginástica de gata.

Terá exame em breve,
anda assim, muito nervosa.
Mas ela dança ao de leve,
bonita e graciosa.

Vai passar, tenho a certeza,
nesta prova de ballet.
Rodopia com leveza,
reconhece quem a vê!

Esqueci-me de dizer
que Filipa é o sua graça.
Nunca a vou esquecer,
espero que um desenho faça.

Adorei sua ternura
com a pequena Diana.
Tanto mimos e candura
que de seus olhos emana.

E a minha poesia
disse-me gostar de ouvir.
Verei a bela magia,
dos seus dedos vai sair.

Enviei-lhe um postal
a pedir-lhe o tal desenho.
Entende este meu sinal,
no carinho que te tenho!

Deitou-se em cima do urso,
peluche do seu tamanho.
Encontrou um bom recurso
para o sonito já ganho.

A noite já era longa,
não queria ir para a cama.
Este encontro se prolonga
e os seus Pais tanto ama.

Pois Filipa, minha amiga,
tudo isto é para ti.
Canta-me uma cantiga,
o desenho vem para aqui.

Obrigada de antemão,
sem o ver já dele gosto.
Feito pela tua mão,
neste blog será posto.

Boa sorte para o exame,
que farás toda catita.
No teu frufru sem arame,
vais ficar muito bonita.

Uma beijoca na face
para ti e tua irmã.
Dou-te o sapo cor de alface.
Vamos ver-nos amanhã?


(Abril 2009)

Este é primeiro poema que aqui apresento ilustrado por uma amiguinha, a Filipa! 
Ofereci-lho e pedi-lhe um desenho para o acompanhar.
Aqui o publico com o carinho que lhe tenho.
Um abraço meu e outro da Margarida.
Luísa
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3 de setembro de 2009

“Digo-te que foi o teu melhor dia de anos”

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Margarida: Tenho uma prenda para ti!
Mãe: Que bom... mostra!
Ela: Fecha os olhos e dá-me a tua, mãe! Anda!
Eu: (acompanhei-a)
Ela: Não abras!
Eu: Não... eu não abro!
Ela: Já podes abrir!
Eu: Que lindos, Margarida! E são logo dois!
Ela: Pois...
Eu: Então explica-mos.
Ela: Este é o mundo, a tua casa e a minha casa. É o mundo para ti, Mãe!
Eu: Então vamos viver muito perto?!
Ela: Vamos... claro!



........................................................... Margarida 2 de Setembro 2009
.
Eu: E este?
Ela: Este é uma montanha com gira... (emendou) com flores e moinhos de vento. Estas são as flores e estes são os moinhos. As flores são para ti!
Eu: Posso pôr no blog?
Ela: São mesmo para o blog!
Eu: Só posso colocar amanhã, está bem?
Ela: Sim.
Eu: Então amanhã faço o scanner e publico!
Ela: E tu não tens uma prenda para mim? Olha que eu vou para o 1º ano!
Eu: Eheheh... tenho! Tenho um beijinho!
Ela: (desapontada mas sorridente, enlaça-me com as pernas e os braços num terno abraço) eheheh



.................................................. Margarida 2 de Setembro 2009

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(e, quase no final do dia, dando-me um beijo no ombro, disse-me:)
Ela: Digo-te que foi o teu melhor dia de anos!
Eu: (fiquei sem palavras perante o seu ar e atitude maternal, como que a querer animar-me e afagar-me as tristezas. foi ela que me deu colo!)


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12 de agosto de 2009

Hoje é dia de festa!

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............................................. Margarida 12 de Agosto 2009



Cá temos uma prendita,
vamos levar-ta a casa.
Pareceu-nos tão bonita,
ficarás muito catita
e uma pequena brasa.

Doze meses! .. e no bolo,
só apagas uma vela!
Nunca vi teu Pai tão tolo,
tens muitos anos de colo
pela frente, ó tagarela!

Aproveita a ocasião,
sopra forte, bate palmas!
Gosto-te do coração,
filhota de meu irmão
que nos cativou as almas!

Feliz está a Margarida,
ou isto festa não fosse!
Para ela és muito querida,
brincalhona e divertida,
mas já só pensa no doce!

Agora cantemos juntos,
afinados e certinhos.
Para somar aos teus encantos,
a soprar ficamos tontos.
São giros os teus saltinhos!

Palminhas, Mia, palminhas!
Venha de lá essa mão!
Dá cá mais cinco nas minhas.
Falta pouco e tu caminhas
e levantas-te do chão.

Faltou a prenda maior,
é essa que tenho aqui!
Imaginas o amor?
Com tanto lápis de cor,
foi desenhada para de ti.


Querida Mia, Carlitos e Lara:
Fica este registo, com todo o nosso amor.
Beijos

Margarida e Luísa

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31 de julho de 2009

Sonho de outro mundo

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........................ Margarida Março 2009


Esta noite tive um sonho
ou seria um pesadelo?
Se sei que era medonho,
para que fui escolhê-lo?

Era tarde e atrás de mim,
um monstro vinha a correr.
Cansou-se ele por fim,
foi um susto de morrer.

Vi aquela coisa feia,
que dois corpos possuía.
Se me apanhasse na aldeia,
não sei o que me fazia.

Na mesma rua ele vinha,
direitinho para mim!
Quatro pernas ele tinha,
se me apanha é um festim!

Abriu a boca, enorme!
Ai que medo que senti.
Mais parecia um demónio,
no sono estremeci.

Ouvi as suas risadas,
escondi-me com o lençol.
Que horrendas gargalhadas.
Tragam-me de novo o Sol!

Chamou por mim o danado!
Sabia bem o meu nome.
De mim faria um assado,
pensei que estava com fome.

Acordei numa agonia,
chamei logo a minha mãe!
Porque não sonho de dia?
O pesadelo donde vem?

Agora respiro fundo,
aconchegada e feliz.
Este sonho doutro mundo,
foi do desenho que fiz!

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24 de julho de 2009

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.......... Margarida Jan. 2009



O meu coração é um pássaro
cuja alma no céu anda a voar.
Atravessa montanhas, nuvens, ventanias...
percorre o mundo para te encontrar.

O meu coração tem asas,
maiores que as de um condor.
Abraça-te a toda a hora,
embala-te em seu calor.

O meu coração é peixe,
em águas bem tranparentes.
Irradia a tua noite
de tons azuis florescentes.

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19 de julho de 2009

És miúdo

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..................... Margarida Fev. 2009

Ei miúdo!!!
És miúdo...
por isso salta,
brinca,
sorri,
grita,
pinta a manta...
acalenta os sonhos,
atira-te ao chão,
suja-te,
faz a cama do gato...
não fujas...

Deram-te a vida...
VIVE-A!

14 de julho de 2009

Abraça-me!

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Lembras-te dos abraços que me davas?
Pois todos consegui guardar!
Sinto ainda o teu pequeno corpo
abraçado no meu a navegar.
E agora, meu amor, que tu cresceste?!
Já tens para ti os teus dias azuis.
Eu recordo o calor do nosso abraço
e sei que voltarás para me abraçar!
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8 Fev. 2009
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25 de junho de 2009

De um conto nasce um poema

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........... Margarida ...........FFev. 2009


Contam uma, contam duas,
até podem contar três.
Para que quero eu um príncipe,
imaginem-no chinês.

Quem me vai querer a mim
diz Maria com tristeza.
Para que quero eu um príncipe
se também não sou princesa.

Eu quero-o belo por dentro,
com ouro no coração.
Um marido muito querido
que me ajude e dê a mão.

E nisto a Bruxa Maria
dá um salto e volta a si.
Pois se tinha ela a magia
deixou de ser sapo e ri.

Já temos de novo a bruxa,
a que chamamos Maria.
Para ela arranjar marido,
nem qualquer um lhe servia.

Acontece por acaso
passar ali no momento,
um espantalho doirado
empurrado pelo vento.

Cara a cara com Maria,
que lhe escutou o coração,
ao ver que este não batia
quis usar o seu condão.

Como num toque de mágica
fez-se ouvir um pum-pum
e no peito do espantalho,
coração morava um.

De olhos arregalados,
olhou a Bruxa Maria.
Posso ficar nesta casa
e ser tua companhia?

O meu peito bate, bate,
fiquei tão apaixonado.
Te agradeço tal estado,
posso ficar a teu lado?

A esta pergunta doce,
a bruxinha respondeu:
Espantalho namorado,
quem agradece sou eu!

E assim ganhou-se um príncipe
e também uma princesa.
Pois a amizade é que conta,
nem tanto importa a riqueza.



No final do ano passado a educadora da Margarida lançou um desafio ao Pais. Escrever algo, partindo do conto de António Mota "A Bruxa Maria". Ora pois! Uma desafio à medida do meu pé... e esta foi a minha resposta. A Margarida adorou levar as rimas feitas pela mãe, que fizeram sucesso na sala. Mais tarde, pedi-lhe o desenho da bruxa Maria e aqui publico palavras e imagem. Espero que gostem!


21 de junho de 2009

Na cabeça está a morar?!

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..................................... Margarida Maio 2009


O Zéca veio da escola,
com um recado na cabeça.
Foi para a aula de viola,
esqueceu-se com certeza.

Não se lembrou do recado
e não o contou à mãe.
Mas um bichinho malvado,
fê-lo recordar-se bem.

Coçou-se atrás da orelha,
porque algo o incomodou.
Foi uma boa maneira,
do recado se lembrou!

Ó mãe.. eu tenho bichinhos!
Disse o Zéca a gritar.
A professora avisou,
que temos que os tirar.

E assim usou shampô
e um pente muito fino.
Eram muitos os bichitos,
ai que grande desatino.

Acontece algumas vezes.
Temos é que vigiar.
Se voltarem aos cabelos,
outra vez champô usar.

Quem conhece estes marotos
que só moram nos cabelos?
Não é vergonha nenhuma,
dizer se estamos a tê-los.

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13 de junho de 2009

Um cão?!

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............................................ ilustração do "faz de conta... és poeta!"


Meu querido Miguelito,
a verdade é mesmo essa,
tu tiveste um cavalito.
Saiu-te uma rica peça!

Quem disse que era um cão?
Só pode ter sido o avô!
Ele, grande capitão,
diz que o barco é um trenó!

Eu bem vi o teu cavalo,
a pastar lá por Serralves.
Era ele e mais um galo,
no meio de muitas aves.

Também havia uma rã,
muito amiga de um sapo.
Os dois comiam maçã,
limparam a boca a um trapo.

Quase todos os bichitos
foram dar uma voltinha.
Em casa dos pequenitos
dormem agora a sestinha.

Saudades deles já tenho,
mas foi tão bom eu vendê-los.
Cada um foi um desenho,
no livro ainda posso vê-los!


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5 de junho de 2009

Mãe, sou ainda tão pequena!


............................. Margarida 03/06/09


Sou ainda tão pequena
e já me caiu um dente.
Não fiquei nada serena,
pensei que estava doente.

Realmente é um pouco cedo
para os teus dentes caírem.
Mas tu não fiques com medo
espera até outros surgirem.

Já tenho uma cabecinha
braquinha a espreitar.
Dentro da minha boquinha
novo dente está a chegar.

Pois não é que é verdade!
Não ficarás desdentada.
Apesar da tenra idade
és senhora e apressada!

Disseram-me que uma fada
esta noite leva o dente
Se o deixar na almofada
troca-o por um presente

Sim! Parece que acontece,
alguém gostar de os levar.
Dizem que a fada aparece
quando estiveres a sonhar.



O dente caiu a 18.02.09 o desenho atrasou-se tanto
que todos os que entretanto caíram já foram substituídos.

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1 de junho de 2009

O nosso toque

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Dou-te as minhas mãos
porque sou mãe
e a tua pele tem o meu cheiro.
Dou-te o meu saber
se o quiseres tomar.
Sempre me terás perto de ti.
Dou-te tudo o que não seja de comprar,
que esteja nos meus olhos,
que esteja no meu sangue...
Dou-te o meu amor...
que é o melhor que posso dar
para que sejas feliz
e para que o nosso amor te ensine a amar.


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24 de maio de 2009

Uma relíquia

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Manuel Out. 2003

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O nascimento da Margarida estava previsto para o final de Setembro.
Como os irmãos, fez-se esperar 15 dias.
A ansiedade era grande. A expectativa, diária. Muito sofreram os rapazes... até porque o médico nos convenceu que, sendo o terceiro, nasceria provavelmente antes da data prevista... "estejam preparados lá para dia 20 de setembro". E nós estávamos... eheheh
Aqui vos deixo o desenho/redacção que o Manel fez depois de ver a gordinha irmã (3,530 kg).
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22 de maio de 2009

Tu, eles, nós, vós... e eu?

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.................................................. Margarida ?-2008

Eu quero esquecer
tu não vais mais lembrar
a noite passada
contigo a chorar

É verdade o que disse
amo-te a valer
só podes senti-lo
e devias saber

Há momentos tristes
em que as lágrimas nascem
dos olhos rebentam
e na mãos nos caem

Sempre te ofereci
o meu coração
o abraço sentido
e a minha mão

Dormi em sufoco
a ti me agarrei
olhei-te nos olhos
neles te beijei

Deste-me um sorriso
fiquei menos mal
meu amor amo-te
és-me especial

Aprende a torcer
a dar voz ao peito
porque o gostar canta-se
mesmo com o mal feito.


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À Margarida e também ao Gui e Manekas

Todos somos pelo menos um pouco teimosos, meus amores.
Todos temos vontade e até necessidade de fazer uma birra (de vez em quando).
Temos que aprender a saber pedir desculpa, a dar a mão e o abraço que tanto nos apetece e, por "orgulho", travamos.
Não se trata de ganhar ou não perder... trata-se de saber demonstrar afectos.
Também os Pais por vezes gostariam de chorar (e choram), apenas porque sentem vontade de o fazer!
O meu amor por vós é incondicional... mas não pode desculpar ou aceitar tudo! É maior que qualquer outro que tenha e nunca deixarei de o dizer na hora certa... e todas as horas são certas para isso.
Um dia entenderão que eu também sou um ser individual... como vocês são e eu tanto respeito!
Amo-vos muito!

Luísa

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19 de maio de 2009

Miguel, o pintainho de olhos de mel

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Há sete anos surgiste,
o teu dia acordou.
De uma casca saiste,
um ovinho partiste.
Tua Mãe te beijou.

Querido pintainho,
que dia diferente!
Saiste do ninho,
que belo presente,
deves estar contente!

Aproveita a festa,
dá saltos e canta.
Na tarde que resta
e que alguém encanta,
brinca e pinta a manta.

Hoje não termina,
mais surpresa vem!
Tanto te anima
e também te mima bem,
tua doce Mãe!

Meu querido Miguel
de meigos olhitos.
Um dia de mel
com os amiguitos.
Meus... muitos beijitos!



Muitos parabéns, Miguel e Mamã Ovinho!


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16 de maio de 2009

Quem é este?

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Margarida Março 2009

Apresento o meu Pai!
Nos olhos o trago.
Quis fazê-lo em recortes.
Quero o seu afago.

Já não tive tempo,
para o terminar.
Deixei-o sem perna,
tenho que a colar.

Sei que é sorridente.
Vejo-o assim!
Gosto muito dele
e ele de mim.

A Mãe achou graça
a este meu trabalho.
Aqui estão as rimas
com que me agasalho.

Falámos um pouco,
perguntou porquê.
Penso muitas vezes
se ele me vê!

A Mãe diz que sim,
que deve espreitar.
Se é estrela, não sei!
Não lhe posso tocar.



Naquele dia foi uma delícia encontrar o trabalho da Margarida e saber quem era. Fiz estas rimas para a colagem maravilhosa (recortes de papel branco colados sobre uma folha de craft). Uma engraçada forma humana que disse ser o Pai. No dia seguinte encontrei-o todo pintado de preto. Fiquei triste! Explicou-me que ainda não o tinha terminado e... Ofereceu-se imediatamente para fazer outro. Fê-lo a cores. Muito naturalmente, quis acompanhá-lo das palavras iniciais, que deixo para a Margarida.



Beijocas da "mamocas" (mudamos de nome com muita frequência).

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14 de maio de 2009

Vai acabar bem!

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....... Margarida 6 de Maio 2009


Anjinho da guarda
cuida do Miguel
um menino doce
com olhar de mel

Houve um pauzito,
seu olho espetou.
foi tão marotito
feio, lá ficou

Eu sei, bom anjinho
que tu estás alerta
cura o Miguelinho
na horinha certa

Ele é tão menino
ainda tem sete anos
Cuida o pequenino
sem lhe deixar danos.

Ele não se queixa
mas a pobre mãe
essa nunca o deixa
quer sabê-lo bem.

Seu olhito verde
cor de azeitona
em castanho se perde
raiado à tona

Anjinho encantado
és um bom amigo
o Miguel está curado
já não corre perigo.



Para o Miguel, com o nosso beijo
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12 de maio de 2009


....................... Margarida Abril 2009

Aquele gato dos bigodes
enroscou-se no meu cão.
Vê lá tu se lhe acodes,
eu não posso dar-lhe a mão.

Tens medo do meu gatito,
ele que a ninguém faz mal?
Tão meiguinho, coitadito...
Só quer brincar, é normal!

O meu cão é um traquinas.
Vão fazer um alvoroço
e com tantas pantomimas
atraso-me para o almoço.

Corta os bigodes ao gato,
o meu cão não pode mais.
Olha só o espalhafato,
muito riso, muitos ais!

Já se torce com as cócegas,
rebola-se pelo chão.
Eu não o quero piegas
mas maluco também não!

Pára lá gato tareco!
Enconde essa bigodaça.
O cachorro é malandreco
e contigo ele se engraça.
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7 de maio de 2009

A nossa viagem

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Margarida Abril 2009

Nós a duas num veleiro
fizemo-nos a alto mar.
Correremos o mundo inteiro
nas velas de um navegar.

Com o teu fresco sorriso,
tal qual a brisa que sopra,
rumamos no improviso
de um amor que não se compra.

Levanta a vela maruja,
partiremos à bolina!
Antes que a maré nos fuja,
carrega nessa buzina!

Assim será capitã,
a partida foi já dada!
Nós a duas sem titã
ou chegada anunciada.

Veleiro entrega-te ao vento!
Livre pássaro que voa,
leva-nos no teu alento
deixas as ondas à toa!

Que delícia esta viagem
em braços de minha mãe.
Tomara que esta aragem
te aconchegue a ti também

Chegaremos a bom porto,
recebidas por gaivotas.
Lembraremos o conforto
que havia nas ilhotas.
.
E para sempre teremos
acessa no nosso olhar,
esta viagem que demos
juntas pelo imenso mar.


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5 de maio de 2009

De Margarida para Margarida

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Margarida Abril 2009


Sê bem vinda Margarida
a este pequeno mundo.
Imagino-te tão querida,
de olhar muito profundo.

Temos nome de flor,
lindas, livres pelos campos!
Aconchegam-nos de amor,
brilha como os pirilampos.
.
Pérola somos, em Latim,
Margaridas em botão.
Vais gostar muito de mim,
gosto-te do coração.

Vou contar-te em poesia,
fica de recordação,
contei os dedos que havia
todos juntos numa mão.

E tu sabes que são cinco
os dedos de cada mão?
Este Maio era já lindo,
contigo há mais emoção.

Nasceste numa mão cheia,
cinco de Maio deste ano!
O Sol brilha e bamboleia
nos olhos de cada mano.
.
É linda! diz o teu pai.
Mas isso eu já sabia.
Vê a onda que aqui vai,
de amizade e poesia.

Tão contente eu fiquei
quando soube da notícia.
Por ti também esperei...
quero dar-te esta carícia!

Um dia vamos brincar
pela praia de Moledo.
Fazer castelos nos ar,
correr entre o arvoredo.

Dar mergulhos pelas ondas
e rolarmos nas areias.
Eu espero que te escondas,
seremos duas sereias.

E amigas vamos ser,
Margarida pequenina.
Já te quero conhecer,
nasceu mais uma menina!

Fiz-te deitada de lado
como ficam os bebés.
Espero ser do teu agrado
o que te calcei nos pés.

Não sei se tu tens cabelo
e de que cor ele é.
Fi-lo em tom de amarelo
apenas por seres bebé.

O meu também era assim,
amarelo como oiro.
Agora é cor de capim,
rebelde e um pouco doido.

Vamos lá, toca a dormir
e a beber muito leite.
Eu desenhei-te a sorrir
pus no vestido um enfeite.

Teus olhos são pequeninos
mas depressa vão crescer.
Menina entre meninos,
como eu vais aprender.

Hei-de enviar-te a surpresa
que a minha mãe está a fazer.
Eu só não tenho a certeza
se amarela vai ser.

E quando tu leres um dia
a nossa dedicatória,
decerto que com magia
contas-nos tu uma história.




Um beijo, Margarida!
Margarida (outra) e Luísa

.
À Margarida, filhota do Pedro Branco, dedicamos este pequeno momento com votos de muita saúde, felicidade e serenidade pela vida fora.
Beijos e parabéns para toda a família
.

2 de maio de 2009

Mãe coelha

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............................... Margarida Abri 2009


Mãe coelha salta a corda
um filho de cada lado
Vejam que ela não engorda
pois come um só rebuçado

Todos saltam lá em casa
gostam de se exercitar
mas não há gente atrasada
na mesa para o jantar.

Comem o folar da Páscoa
e amêndoas das Francesas
Qualquer chocolate voa
e adoram framboesas

Depois de tanto saltar
vão fazer uma soneca
Tudo irá recomeçar
não lhes dá a camoeca

.

28 de abril de 2009

Pó de Estrela



......................... Margarida 27 de Abril 2009


Quem a sorte tiver
de uma estrela encontrar,
vai com ela aprender
a viver, a sonhar!

Conheço uma Estrela.
É menina e senhora!
Ela é muito bela,
brilha a toda a hora.

O pó dos seus dedos,
ofereceu pela vida.
Afugentou medos,
fez-se distraída.

Todos os meninos
que seu pó receberam,
ficaram ladinos
e com amor cresceram.

Diz que não nasceu
num bercinho d'ouro.
Mas a mim ela deu
um grande tesouro.

Pois amiga, Estrela!
Se procuras um sonho
numa flor amarela?
Eu para ti o tenho...
porque a vida é bela!




Para a Quica com um beijo meu.
. Pó de Estrela respondeu-nos assim: http://santitates.blogspot.com/
.

25 de abril de 2009

Semente de Liberdade

.

. ...................... Margarida 25 de abril 2009

.
Com doce aroma de cravo,
trinta cinco anos de idade.
Nasceu bela esta menina
chamaram-lhe, Liberdade!

A vontade de vencer,
deixou em nós a semente.
Cantamos todos na praça
e eu lá estarei presente!

Somos todos tão pequenos,
tanto queremos brincar.
Antes de ela nascer,
nem se podia falar!

A semente procuramos,
pois em Portugal ficou.
Façamos nele um jardim,
onde o amor brotou!

E passados estes anos,
em que Abril se festeja.
Retomemos-lhe a vontade,
que a igualdade se veja!


.

21 de abril de 2009

A prenda que eu lhe fiz

.

.............................................. Margarida 20 Abril 09

É surpresa, é surpresa!
Ele não pode ver...
Amanhã faz anos,
como está a crescer!

Já parece um homem
e é tão brincalhão!
Só pensa na bola,
este meu irmão.

Afinal de contas,
ficou a saber
e no meu desenho
ele veio mexer.

Fez a sapatilha
de um dos seus pés.
Eu fiz-lhe a outra
é como os bebés.

Os picos fiz eu,
na baliza, ajudou.
Com as minhas canetas,
uma trave pintou.

Maroto, Manel!
Deixa o meu desenho
pois é para ser feito
com o meu empenho.

Um beijo fofinho
na bochecha levas.
Ó meu irmãozinho,
vê lá se o esfregas!

Muitos parabéns
neste feliz dia.
Nós vamos ter festa
com muita alegria.





Viva, viva... hoje o Manekas faz 15 anos!


..

9 de abril de 2009

Lenga lenga para o Nuno

.



Este Nuno é um artista
tira fotos de revista
com imagens se despista
e a todos nos conquista
parece um malabarista
anda sempre atrás da pista
este meu amigo artista
tomara que não desista
eu sei que ele é sulista
mas não sei se é benfiquista
ou tem alma de fadista
apesar de grande artista.



Dois beijinhos de parabéns, Nuno.
Eu e a Margarida desejamos-te um dia muito feliz.

.

30 de março de 2009

Esta noite sonhei com um Elfo

.

......................... Margarida Mar/09 *


Alguém sabe o que é um Elfo?
Que no meu sonho fazia?
Não sei bem explicar,
pois pareceu-me uma magia.

Pois um Elfo é ser mágico,
alto, loiro e muito belo
que sabe fazer poemas
e tem longo o cabelo.

Vive pelas florestas
nos filmes e nas histórias.
Criaturas muito espertas,
querem momentos de glórias.

Transformam-se em borboletas
e têm muito poder.
Esta noite tive um sonho.
Veio um Elfo para me ver!

Levou-me num longo vôo,
ao seu reino fascinante.
Não havia sol nem lua
mas era tudo hilariante.

No reino da fantasia,
de orelhas pontiagudas,
vive o meu Elfo de sonho
sem ter roupas farfalhudas.




* O exterior do desenho foi limpo no photoshop

26 de março de 2009

A Margarida e o lobo

.

Margarida Jan/09 *




Desde pequenita
deste bicho gostou
falava com ele
porque se encantou?

Todas as asneiras
que ela causava
o culpado era o lobo
que não descansava

O lobo é matreiro
e ela aproveita
qualquer seja a asneira
pelo lobo é feita

Nunca ninguém o viu
e a margarida isso faz
vê-lo fugir de casa
só ela é capaz

Riscou o caderno
de Inglês, do irmão
cortou uma foto
do Manel e do João

Abriu a garrafa
e o sumo bebeu
fugiu p'la janela
e um biscoito roeu

Foi o lobo, diz ela
fugiu por ali
eu vi-o a saltar
mas vai voltar aqui

Ele é meu amigo
só eu é que o vejo
diz a Margarida
sem nenhum receio

Malvado do lobo
se o apanho zango-me
ele que apareça
que lhe dou um banho

O lobo não gosta
de banho tomar
diz a Margarida
para me arreliar

Quero eu ir ao banho
que o lobo não vem
tem medo da água
do sabão também

Ela é uma traquina
quando fica sózinha
deita a água para o chão
e quem foi, adivinha?

Margarida! És feia
molhaste o chão todo
e ela encolhe os ombros
não fui eu, foi o lobo!


Uso pela primeira vez neste blog um poema do livro "faz de conta...és poeta!"
* Fui ler alguns poemas aos meninos da sala dos 5 anos (sala dos grandes) na escola da Margarida. Depois da leitura a professora Paula pediu-lhes para ilustrarem, à sua maneira, uma das poesia. Aqui fica a ilustração da Margarida para o poema "A Margarida e o lobo".
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23 de março de 2009

Lenga-lenga para uma aranha II

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Margarida 22/Mar/09 *



Tece a teia na aldeia
uma aranha muito feia.
Balanceia, papagueia
e come papas de aveia.
Na areia se bronzeia
até ser hora da ceia.
Quando vê a lua cheia
ela passeia à boleia.
Se pensa comer geleia
toda ela se maneia.
Esta aranha muito feia
que vive na nossa aldeia
quase nunca se penteia.
Seria uma boa ideia
ir visitar a colmeia
e de abelhas a ver cheia.
Mas não sai da sua teia
e se falo ela rabeia
e as patas esperneia.
Na aldeia tece a teia
uma aranha muito feia.
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* Esta aranha estava difícil de aparecer.
O que eu pedinchei para ter uma aranha muito feia!
Lá fui eu buscar os meus ricos lápis de aguarela... ai os bicos!
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20 de março de 2009

Lenga-lenga para uma aranha I

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Margarida fev/09 *
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Bela aranha vem de Espanha,
amarela e não castanha.
Uma teia emaranha,
no meio daquela lenha.
Sopra o vento na montanha
e mais a aranha se empenha.
Vem de Espanha a bela aranha
e uma teia desenha.
Uma mosca logo apanha
que parece um pouco estranha.
O bicho se emaranha,
na bela teia da aranha.
Agora que se amanha
já não quer voltar a Espanha.
Fica cá a bela aranha
mais ninguém lá a apanha.





* a Margarida diz que as aranhas não são amarelas... e pronto, não há volta a dar-lhe!


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8 de março de 2009

Um primeiro soneto para ti

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Bastava-me ter uma só palavra
para ta oferecer como se fosse minha.
Na busca daquele beijo que acarinha
vivo eu, enquanto nosso amor se lavra.
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Ternura... é a que me sai dos lábios,
dos olhos, mãos e me molda os sentidos.
Encontramo-la nos abraços prometidos
e naqueles nossos beijos sábios.
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Inocente e ternurento o teu amor
por mim que fui o ramo, tu és a flor.
Botão silvestre de mui rara beleza.
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Flor tão menina e tão segura,
Entregas-me o teu olhar com a candura
de teres em mim a tua fortaleza.
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6 de março de 2009

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Obrigada, Helena!
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Quando a amizade resulta
num trabalho a 4 mãos
cada um traz sua multa
e fazemos um festão.
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Connosco tem sido assim
entre sorrisos e trocas
o que seria de mim
sem estas tuas beijocas
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Como gosto de o fazer
não podes imaginar
porque para mim escrever
é tão bom como sonhar
.
As tuas fotos são belas
bicharocos de encantar
nada de esmagadelas
mil vezes fotografar
.
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4 de março de 2009

Lenga-lenga para a Margarida

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Olá minha querida,
doce Margarida!
Para onde é a ida,
toda florida?
E levas comida
nessa tua ida?
É doce a comida,
querida Margarida?
Ai que convencida
e comprometida
tu estás, Margarida!
Mas és uma querida
e nessa corrida
fazes uma ferida,
calma Margarida!
Aproveita a saída,
beijinho à despedida.
Vai lá divertida
e não distraída.


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2 de março de 2009

Asas para que vos quero?!

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Era uma vez uma melga
que conheceu um mosquito.
Ela chamava-se Helga
e ele era Joselito.

A Helga bem anafada.
Ele era pro magrito.
Queria ela ser beijada,
Só fugia o Joselito.

De uma melga a picada,
pode às vezes dar para o torto.
Além da roupa furada,
ainda acabava morto.

Joselito lá voava,
atento e bem longe dela.
A dita cuja cantava,
na busca da picadela.

A gorducha e atrevida,
seus beijos lhe atirava.
Ai agora a minha vida,
pobre mosquito pensava.

Como fujo desta praga
que aqui anda a rondar?
Se me beija, bem me esmaga.
Até sinto falta de ar!

Eis que lhe surge uma ideia.
É pequeno, mas finório!
Atrai-a a uma candeia
e da melga há um velório.


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28 de fevereiro de 2009

Um amigo mais

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Margarida 27/02/09

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Acabam as aulas. Começou o Verão.
Três meses de férias. Vai ser um festão.
Toca a fazer malas, vamos já partir.
Estamos mortinhos por daqui sair.

A casa da avó que fica na serra.
Bonitos os montes lá daquela terra.
Para lá vai o Vasco, leva a sua irmã.
Telefonou-me hoje, partem amanhã.

A Sara e o primo vão para o Alentejo.
Na quinta de um tio onde passa o Tejo.
A Rita e o Pedro vão para o Funchal.
Vão de avião, mas estão em Portugal.

Cada um de nós parte por uns tempos.
Na praia, no campo... nascem novos momentos.
As férias foram grandes, chegaram ao fim.
Para o ano há mais, não se esqueçam de mim!
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26 de fevereiro de 2009

O quarto da Mãe

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Vou mostrar-vos o meu quarto!
Desenhos por todo o lado.
Penduro-os nas paredes,
para o ter embelezado.

Cá em casa há tantos lápis
e somos todos pintores!
Basta encontrar uma folha
e nela aparecem flores.

Cada um com seu estilo,
gostamos de desenhar.
Há dias em que fazemos
belos desenhos a par.

E a mãe guarda as pinturas
ou pendura-as pela casa.
Quando vemos as antigas,
quase sempre achamos graça.


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24 de fevereiro de 2009

Alguém leva a mal?

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............................. Margarida 14/02/09


Vem aí o Carnaval,
fantasias e caretas.
Não se leva nada a mal!
Fatos feitos de jornal
ou barulhos de cornetas.

Esta máscara desenhada
é para esconder a cara.
Olhem bem pois tem piada!
Com tantas riscas pintada,
ficou mesmo uma tara.

E quem está por trás dela,
escondida no papel?
Quem pintou máscara tão bela,
com os meus lápis de aguarela,
sem ter usado pincel?

Fez uma cara de gata
com as orelhas para cima.
Esta gata é uma acrobata.
A máscara ficou barata.
E toda a gente se anima.

Miau, miau... diz dengosa,
rastejando pelo chão.
Lá vem a gata gulosa
a ronronar amorosa,
vem comer na minha mão.

Tanto mimo, bichaninha!
Que queres tu que eu te dê?
Um mimo na cabecinha,
uma asa de galinha,
Toma lá, que ninguém vê!

Não gostas do Carnaval?
Eu sei... foi tudo a brincar.
É uma festa anual,
assim tipo festival.
Não tens que te mascarar.

Goza... atira confetis,
desenrola as serpentinas.
Foi também o que eu fiz
quando era ainda petiz.
Faz o que tu imaginas.

Sei que não queres ser bichito
e princesa muito menos.
Não queres fazer carrapito
nem que seja um bocadito.
Só te importam os acenos!

Então brinca como queres.
Salta, pula... faz o pino!
Tudo o que tu sonhares
e um dia alcançares,
há-de ser com algum tino.


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22 de fevereiro de 2009

Adivinhem onde eu estou!

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......... Margarida 11/02/09 (este é desenho que agora aparece completo)



Vejam só esta família,
tão felizes que nós somos!
Temos casa com mobília
e hoje ao parque nós fomos.

Vimos árvores engraçadas,
com troncos muito pujantes.
Borboletas animadas
e umas folhas dançantes.

E vejam lá onde eu estou!
Escondi-me dos meus manos.
Voltei para quem me gerou,
andei para trás uns anos!

Eh, eh, eh que brincadeira,
onde eu me desenhei!
Lá estou eu toda lampeira,
para barriga voltei!

Conseguem ver-me por dentro,
do vestido da mamã?
Eu tenho braços e pernas,
já não pareço uma rã.

Até fiz a Mãe gordinha,
para melhor eu caber.
Mesmo sendo pequenina,
sou maior que ao nascer.

Quando faço de bebé,
o que é apenas a fingir!
Nunca mexo o meu pé,
faço de conta, a dormir.

É sempre bem divertido,
meter-me no seu pijama.
A Mãe fica em sentido
e vou com ela para a cama.

Eu é que disse afinal,
onde me fui esconder.
Na barriguinha, que tal,
alguém me conseguiu ver?


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20 de fevereiro de 2009

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Quando te olho e tu dormindo
de olhos fechados, tão serena.
Boca como botão de açucena,
a olhar para mim quase sorrindo.

O teu belo rosto, tão criança
pele macia, de anjo menina.
Agarras a vida com esperança,
enquanto danças, doce bailarina.

Delicio-me a ver-te adormecida
Assim passaria o dia enternecida
no teu silêncio de fadas e duendes.

O meu coração que por ti vela
adoça-se nesta imagem bela
de ser a mãe de quem descendes.



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18 de fevereiro de 2009

Amigos diferentes, amigos iguais.

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......................................... Margarida 14/02/09


Era uma vez dois amigos,
um camelo e um leão.
Encontraram a girafa
com muito bom coração.

Bom dia - disse com gosto.
Que fazem por estas bandas?
Andamos a passear!
As tuas pernas são andas?!

Ah ah ah - riu-se a girafa!
Eu tenho as pernas compridas,
mas não são andas de pau,
são para grandes corridas.

E que tens tu nas costas?
Vai nascer o teu bebé?
Nunca vi assim barriga,
parece uma chaminé!

O camelo, de zangado
das risadas da girafa,
disse-lhe que o seu pescoço
mais parecia uma garrafa.

A girafa riu de novo.
Percebeu que errada estava.
Que a barriga do camelo
era a bossa que envergava.

Desculpa lá, ó amigo
eu não te queria ofender.
Quando olhei parecia mesmo
uma barriga a crescer.

Logo viu despenteado,
o leão de juba preta.
Que gira essa cabeleira,
mas que bela silhueta.

O leão, na sua calma,
respondeu-lhe com o seu jeito.
Ó girafa minha amiga
é com ela que me enfeito.

Aproxima os teus olhitos,
desta minha silhueta.
Toca neste meus pelitos
e vais ver que és cegueta.

Os três amigos poetas,
riram todos a bom rir.
Afinal tantas diferenças,
são boas para aplaudir.

Um tem bossa e é camelo,
outro juba e é leão.
Patas altas a girafa
e um pescoço compridão.

Agora imaginem lá,
se a outros se juntarem.
A festa que não será,
quando todos se olharem.

É salutar a diferença.
Na forma, tamanho e cor.
Eu sou grande, tu pequeno
o que importa é o amor!


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16 de fevereiro de 2009

Hip hip, hurra!

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................................... Margarida 13 e 15/02/09



Hoje o dia é de festa!
Vou fazer um bolito,
pôr flores numa cesta
e portar-me benzito.

É a avó que festeja,
muitos, muitos anos!
O que é que ela deseja?
Tudo menos bichanos!

Vou dar-lhe um computador
para ela escrever coisas.
Enviar cartas de amor
e fazer muitas pesquisas.

Ai, que o bolo dá trabalho
mas está a ficar bonito!
Cuidado se escangalho
este bolo pequenito!

Pintei-o de chocolate
com bolinhas coloridas.
Não há perigo que achate
pois não tem claras batidas.

É um bolo de papel,
não precisa de ir ao forno.
Pintado com o pincel
sem perder o seu contorno.

Aqui está, Avó querida,
o meu desenho para ti!
Sou a neta Margarida
e este bolo colori.

No ano que vem já faço
um bolinho de verdade.
Com a minha Mãe o cozo,
no forno da amizade.

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Um grande beijinho de parabéns, Avó!

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14 de fevereiro de 2009

Notícia de última hora!

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.......................................................... Margarida 12/02/09

Estávamos em Fevereiro
do ano dois mil e nove.
O dia não é certeiro
mas não era dezanove.

Pois no dia que não sei,
chegou a casa feliz.
Logo eu me alegrei
com a minha filha petiz.

Já sei andar sem rodinhas,
era a notícia do dia.
Fiz-lhe eu tantas festinhas
ao ver tamanha alegria.

Foi tudo por conta própria
no recreio lá da escola.
A pequenita sorria,
deixou de jogar à bola.

E agora bicicleta
para andar aos Domingos?!
Pedalar em linha recta
se não for dia de pingos.

Eu já estou a ver a festa
e a grande excitação.
Vamos proteger a testa
para não haver confusão.

Não quero ver acidentes
e meninas a chorar.
Agora com novos dentes
não podemos arriscar.

Prepara-te minha linda,
amanhã vai fazer Sol!
Na foz tu serás bem-vinda
mas levas o teu cachecol.


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12 de fevereiro de 2009

Neste meu poema

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.................................... Margarida 11/02/09 (parte do desenho)


Neste meu poema,
vou querer um jardim
repleto de flores
aromas sem fim

Neste meu poema,
vou querer um castelo
com uma torre alta
sítio muito belo

Neste meu poema
vou querer um rio
para me aquecer
quando tenho frio

Neste meu poema
vou querer um veleiro
para me levar
pelo mundo inteiro

Neste meu poema
vou querer a paz
e todo o amor
que a ternura faz

Neste meu poema
vou querer sonhar
olhar para o céu
e poder voar

Neste meu poema
vou querer uma estrela
branca e luzidia
encanto-me a vê-la

Neste meu poema
vou querer animais
da terra, da água
e de outros locais

Neste meu poema
também quero o mar
ele que nos une
e vou abraçar

E neste poema
quero-te a ti
olha nos meus olhos
e vá lá... sorri!
.
.
.

Ontem cheguei a casa bastante tarde. Encontrei a minha filhota a dormir no sofá, enroscada numa manta. No local onde habitualmente trabalho tinha-me deixado um desenho. Pareceu adivinhar de onde eu vinha e o mimo soube-me "pela vida". Mostro apenas parte (o sorriso), pois o desenho completo tem já um outro tema a explorar.

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10 de fevereiro de 2009

Dona Aranha e sua teia

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................................................... Margarida Fev/09


Dona Aranha fez a teia,
esqueceu-se do telhado.
É uma bonita renda,
de um só fio entrelaçado.

Muito trabalha a senhora!
Tece o fio que produz.
A teia fica invisível,
quando não lhe bate a luz.
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Muito leve e transparente,
para que ninguém a veja.
É assim que ela apanha,
a comida que deseja.

Não julguem que ela é má!
Tem mesmo que o fazer.
Apanha alguns bichitos,
senão não tem que comer.

E depois há os filhotes,
que tem que alimentar.
Boa mãe é esta aranha
e seus filhos quer mimar.

Tem umas patinhas finas,
para não colar na teia.
Esconde-se num cantinho
e espera a sua ceia.

Fez longos metros de seda.
Trabalhou a noite inteira.
Pois agora bem merece
descansar desta canseira.


8 de fevereiro de 2009

Quero o meu beijo de volta!

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...................................................................................... Margarida Jan/09
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- Bom dia fofinha!
- Dormiu bem a menina?!
- Vou dar-te um beijito, estás tão coradinha!
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- Hum... que acordar mal disposto!
- Olha a rabungenta.
- Limpou o meu beijo, dado tanto a gosto.
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- Eu nem acredito, no que agora vi!
- Virou-se para o lado
- E nem me sorri!
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- Eu quero o meu beijo
- Dá-mo cá de volta!
- Diz-me onde está ele, que eu não o vejo.
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- Quero dar-te aquele
- Que da cara limpaste
- Que coisa tão feia, coitadito dele!
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- O beijo está aqui
- Tão triste contigo
- Chora na almofada mas gosta de ti!
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- Anda cá beijinho!
- Volta para mim
- Toca os meus lábios, para te dar carinho.
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- Vamos começar!
- Dou-te o mesmo beijo
- Bom dia, menina... aceita o meu beijo, não é para limpar!



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4 de fevereiro de 2009

Vem procurar-me!

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Oiço a porta abrir.
Viva! O pai chegou!
Eu fui esconder-me,
ele não me encontrou!

Anda procurar-me!
- gritei eu da sala.
Eu não estou em casa,
fiquei na escola.

Fico tão contente
se ele não me encontra.
Quando entra na sala,
vê a minha sacola.

Então o que é isto,
se ela não está cá?
Como foi a sacola,
parar acolá?

A mãe não responde,
com vontade de rir.
Pisca-me o olho
e sempre a sorrir.

É bem divertido
vê-lo procurar.
Espreita em todo o lado
até me encontrar.

E eu escondida,
começo a miar.
Anda aqui um gato,
ou alguém está a chorar?

Uma gargalhada
não consigo conter.
O meu pai descobre-me,
já me pode ver!

Afinal estás aqui,
e não na escolinha!
Salta para o meu colo,
sua marotinha!

Dá cá um abraço
e uma beijoca.
O pai tem saudades
dessa cara laroca.



dedico estes versinhos a todos os pais

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2 de fevereiro de 2009

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Quadras de encomenda,
foram passear.
Quem as quiser ler
basta clicar.

http://helenapaixao-estoriasbicharada.blogspot.com/

A Lena é uma amiga
que tem olho mágico.
Fotos de bichitos
num lugar fantástico.

Vamos, toca a ver!
Eu não me assustei,
pois aquelas rimas
fui eu que lhas dei.


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29 de janeiro de 2009

Olha, mãe! Fiz outro desenho.

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.................................................................... Margarida 24/01/09


Disseste que a minha casa,
não tinha porta de entrada.
Vou fazer-te outro desenho.
Vais, ver! Não me custa nada.

Voltará a ter janelas.
Muitas, muitas, tanta cor!
Desta vez faço uma porta,
para entrar o nosso amor.

Truz, truz, truz, deixa-me entrar!
Sou o teu primeiro amor.
Trago um abraço no peito,
abre a porta por favor.

Truz, truz, truz, batem à porta!
Depressa... quero ir abrir!
Há um abraço que chama
e um beijo que há-de vir.

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27 de janeiro de 2009

Prendas e mais prendas

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.................................................. Margarida 12/08
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Preciso de sapatilhas,
para andar a correr.
Se as pedires ao Pai Natal,
ele vai-tas oferecer.

Essas coisas eu não peço.
Prendas não são para calçar!
Pediu-lhas a minha mãe,
quero coisas para brincar!

Então e prendas para a mãe?
A mãe diz que não pediu!
Para mim quis sapatilhas,
e aos meus manos, vestiu.

Sabias que há meninos,
que nem têm uma prenda?
Pois sei... são muito rabinos,
e já não têm emenda!

Não é desses que eu falo!
Há meninos sem dinheiro
e que passam fome e frio.
Vivem pelo mundo inteiro.

Então e o Pai Natal,
não lhe leva um presente?
Julgava que o Natal
era para toda a gente!

E não achas que devias
pedir uma prenda só?
Eu peço muitas na mesma,

só vem uma no trenó!


..

25 de janeiro de 2009

A minha casa tem tantas janelas!

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.............................................................................. Margarida 24/01/09
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Esta minha casa
é bem divertida.
Tem tantas janelas,
é muito colorida.

Mas porta não tem,
não sei como entrar!
Pois, há um segredo
para se lá morar.

Esta casa fiz,
num belo desenho,
com lápis de cor
que na caixa tenho.

Espreito à janela
e vejo um jardim.
Que casa tão bela,
eu fiz para mim!

O telhado é seguro,
todo feito em telha.
É feita de barro,
numa cor vermelha.

Vou para lá morar
assim que puder.
E em cada janela
ponho um malmequer.

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23 de janeiro de 2009

Uma canção para cada dedo da mão

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Vou fazer uma canção
para cada um dos dedos
que contares em cada mão
e falar dos seus segredos.

Começa devagarinho
para não te enganares.
Se quiseres conta baixinho,
até ao número chegares.

Com a mão atrás da costas,
já ninguém te vê contar.
Conta da forma que gostas
e ao cinco vais chegar.

Um, dois, três estão já contados,
falta pouco para acabar.
Quatro dedos esticados,
só há mais um para somar.

Depois do quatro é o cinco,
Já temos a nossa conta.
Com os dedos também brinco
e sei que há um que aponta.

Temos agora no ar
todos os dedos da mão.
Vamos então começar
a cantar esta canção.

Estica o teu dedo gordo!
Sabes que nome lhe dão?
É o que diz estar de acordo.
Chamamos-lhe o dedão!

E ali mesmo a seu lado,
temos um dedo mandão,
Por vezes fica esticado,
para apontar a direcção.

Indicador de seu nome,
fura bolos para os gulosos.
Pois quem muitos doces come,
quer nomes apetitosos.

Ao dedo médio chegámos,
é talvez o mais comprido.
Se na net navegamos,
nunca está aborrecido.

O do anel está a chegar
e quase sempre enfeitado.
Venham ver o anelar!
O da esquerda está casado.

Já só nos falta um dedo,
a que chamamos mindinho.
Dele vos conto um segredo,
é sempre o mais miudinho!


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21 de janeiro de 2009

Canta-me um conto

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Lembras-te daquela história,

que à noite te contava?

Pois fiz dela uma cantiga

muito doce e divertida

com ela te acarinhava.


Embalei nela as palavras

que gostavas de ouvir.

Nasceu bela a melodia

a mesma história lá estava

para te fazer dormir!


Havia nela uma estrela

que brilhava lá no céu.

Conversavamos com ela

e quando nos respondia,

parecia abriu-nos um véu.


A estrela ouviu cantar,

palavras que conhecia.

Veio à terra procurar,

de que janela saía


a melodia que ouvia.


Levou a canção às nuvens,

cantou-a também à lua.

Gostou tanto tanto dela

que nas noites de luar,

faz dela uma canção sua.


Canto-te eu e canta ela,

cada uma no seu tom.

No coro, nuvens e lua

entoam a melodia,

vive-se um momento bom.



Abro as janelas em par,

muito belo é o cenário.

Todas as estrelas cantam,

entre nuvens que as embalam,

neste céu imaginário.


Minha mãe, canta-me um conto,

como tu sabes cantar.

Nas nossas noites de encanto,

em que a tua voz oiço

para eu dormir e sonhar.



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